Uma funcionária de uma creche domiciliária nos Estados Unidos está acusada de maus-tratos infantis depois de alegadamente ter enfiado toalhitas molhadas na boca de crianças pequenas para as impedir de chorar.
O caso aconteceu em Moore, no estado norte-americano de Oklahoma, e terá sido descoberto depois de as autoridades analisarem imagens de videovigilância gravadas no interior da creche.
Samantha Pearson, de 25 anos, também conhecida como Samantha Bailey, foi acusada de três crimes de abuso infantil.
Imagens terão mostrado os alegados maus-tratos
Segundo a documentação citada no processo, a polícia e o Departamento de Serviços Humanos do Oklahoma analisaram imagens gravadas a 26 de junho.
As autoridades afirmam que os vídeos terão registado vários episódios de comportamento agressivo durante mudanças de fralda.
Num dos casos, Pearson é acusada de ter colocado uma toalhita molhada dentro da boca de uma criança.
Quando a criança tentou cuspir a toalhita, a funcionária terá alegadamente colocado outra de volta na boca.
As crianças tinham três e quatro anos
De acordo com a declaração apresentada no condado de Cleveland e citada pela estação KOCO, os dois menores envolvidos nos episódios relacionados com as toalhitas tinham três e quatro anos.
Os investigadores alegam que este comportamento terá acontecido enquanto as crianças estavam a ser mudadas.
As acusações continuam, nesta fase, a ser alegações que terão de ser avaliadas judicialmente.
Funcionária também é acusada de dar estalos
As imagens terão revelado ainda outros episódios de alegados maus-tratos físicos.
Segundo os investigadores, Pearson terá sido vista e ouvida a dar estalos de mão aberta nas crianças.
As autoridades alegam também que a funcionária empurrava os menores de volta para a marquesa de muda quando estes tentavam afastar-se.
Criança terá sido virada de forma agressiva
Num dos momentos descritos pelos investigadores, uma criança teria tentado afastar-se durante a troca de roupa.
Pearson terá então agarrado o menor, virado o corpo de forma brusca e colocado a criança novamente de costas sobre a superfície de muda.
Depois de vestir a criança, os agentes dizem ter conseguido ver e ouvir mais um alegado estalo.
Creche estaria a funcionar sem licença válida
O caso ganhou ainda mais gravidade depois de surgirem informações sobre o funcionamento do espaço.
Segundo os registos do Departamento de Serviços Humanos do Oklahoma, Pearson não teria uma licença válida para prestar serviços de cuidados infantis desde 2025.
Isto significa que, segundo as autoridades, a creche domiciliária estaria a funcionar de forma irregular.
Pais começaram depois a relatar outras preocupações
Após a detenção, alguns pais de crianças que frequentaram o espaço começaram também a falar publicamente sobre situações que os tinham preocupado.
Brittany Moser-Moxley, cujo filho frequentou a creche mas não aparece identificado como uma das alegadas vítimas neste processo, afirmou à KWTV que retirou a criança depois de vários episódios que lhe causaram alarme.
Mãe diz que o filho chegou a ficar “roxo e azul”
Segundo Moser-Moxley, Pearson terá deixado em determinada ocasião o marido responsável pelas crianças sem informar previamente os pais.
A mãe relatou ainda ter recebido uma mensagem particularmente assustadora relacionada com o estado do filho.
“Ela enviou-me uma mensagem a dizer que o meu filho estava a ficar roxo e azul.”
Depois desse episódio, Moser-Moxley decidiu retirar definitivamente o filho da creche.
Pearson foi acusada formalmente a 25 de agosto
O Ministério Público do Distrito 21 informou que Pearson foi formalmente acusada a 25 de agosto.
A mulher ficou detida com uma caução fixada em 300 mil dólares, valor que corresponde a cerca de 260 mil euros.
Segundo as informações divulgadas, continua detida na prisão do condado de Cleveland enquanto o Ministério Público prepara o processo.
Caso terá sido descoberto graças às câmaras de vigilância
As imagens de videovigilância assumem um papel central nesta investigação.
Segundo as autoridades, foi precisamente através da análise dessas gravações que os alegados maus-tratos foram identificados e documentados.
Os vídeos poderão agora tornar-se uma das principais provas apresentadas durante o processo judicial.
Acusações graves, mas ainda por provar em tribunal
Samantha Pearson enfrenta três acusações de abuso infantil, mas é importante sublinhar que as alegações terão ainda de ser provadas em tribunal.
O caso está agora entregue às autoridades judiciais do Oklahoma.
Enquanto a investigação continua, as acusações causaram enorme indignação devido à idade das crianças envolvidas e à natureza dos atos descritos pelos investigadores.
Se as alegações forem confirmadas, tratar-se-á de um caso particularmente grave de abuso num local onde os pais esperavam que os filhos estivessem seguros e protegidos.
Via Daily Star