Mulher teve sexo todos os dias durante um ano e revelou os efeitos três anos depois

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Ter relações sexuais todos os dias durante 365 dias consecutivos pode parecer um desafio difícil de imaginar para muitos casais, mas foi exatamente isso que Brittany Gibbons decidiu fazer com o marido. O mais surpreendente é que, segundo a própria, os efeitos da experiência continuavam bem presentes na relação três anos depois.

Brittany não começou esta experiência porque o casamento estivesse em crise. Pelo contrário, explicou que a relação não tinha nenhum problema grave. A motivação surgiu depois de ouvir falar de uma amiga que tinha experimentado algo semelhante e sentido benefícios na relação.

No entanto, por detrás da decisão havia também uma questão muito pessoal. Brittany afirmou que, de certa forma, aceitou o desafio para “se salvar a si própria”.

A confiança no próprio corpo tinha desaparecido

Mãe de três filhos, Brittany contou num artigo publicado na Women’s Health que a sua autoestima tinha diminuído bastante depois do nascimento do terceiro filho.

A relação que mantinha com o próprio corpo tornou-se tão complicada que começou a evitar mostrar-se nua, mesmo diante do marido.

“Não me deixava estar nua. Mantinha as luzes apagadas durante o sexo, escondia a barriga e o peito dentro de uma camisola e esperava que o meu marido saísse do quarto para correr do duche para o armário e vestir-me.”

Foi precisamente esse desconforto que fez com que a ideia de manter relações sexuais diariamente lhe parecesse, simultaneamente, exagerada e intrigante.

Brittany acreditava que obrigar-se a confrontar o próprio corpo todos os dias poderia ajudá-la a ultrapassar algumas das inseguranças que tinha desenvolvido.

“Ter sexo todos os dias durante um ano parecia absurdo, mas também uma forma intrigante de me obrigar a enfrentar o meu corpo diariamente.”

Os primeiros tempos foram tudo menos fáceis

A experiência não começou de forma particularmente entusiasmante.

Brittany admitiu que as primeiras semanas foram difíceis e que, em determinados momentos, só pensar em ter relações sexuais já a deixava cansada.

No entanto, à medida que os meses foram passando, a situação começou a mudar.

Segundo contou, passou gradualmente a desejar esses momentos e percebeu que a maior proximidade física estava também a influenciar a relação fora do quarto.

“À medida que os meses passavam, comecei a ansiar por isso. O sexo gerava mais sexo e aqueles sentimentos de ligação e amor começaram a sair do quarto e a entrar na nossa vida quotidiana.”

A experiência também deixou de estar exclusivamente associada ao quarto. Brittany referiu, de forma bem-humorada, que alguns desses momentos aconteceram noutros locais da casa, como a lavandaria, o armário e até a garagem.

A mudança começou a aparecer fora da intimidade

Uma das consequências que Brittany mais destacou foi a transformação da forma como o casal interagia durante o dia.

Os dois começaram a demonstrar mais carinho através de pequenos gestos. Tocavam-se ao passar um pelo outro, beijavam-se durante mais tempo antes de sair para o trabalho e começaram a recuperar alguma da proximidade romântica que facilmente se perde com a rotina.

Segundo Brittany, a relação tornou-se “mais forte e melhor” à medida que a intimidade entre ambos aumentava.

Mas a maior transformação poderá ter acontecido na própria forma como começou a olhar para si mesma.

Ao fim de seis meses deixou de esconder o corpo

Durante os primeiros meses, Brittany continuava a utilizar uma camisola para esconder partes do corpo que a deixavam insegura.

Por volta dos seis meses de experiência, isso começou a mudar.

A mãe de três filhos deixou progressivamente de esconder o corpo e afirmou que começou novamente a desfrutar da vida sexual sem estar constantemente preocupada com a própria aparência.

Passou até a criar listas de músicas que a faziam sentir-se mais sensual e deixou de se concentrar nos sons ou movimentos do corpo durante as relações.

“As mudanças na forma como via o meu corpo foram impressionantes.”

No final dos 365 dias, Brittany afirmou ter desenvolvido uma relação que considerava “incrível” com o próprio corpo.

O desafio acabou, mas eles não continuaram a ter sexo todos os dias

Depois de completar um ano inteiro, o casal não decidiu transformar a experiência numa regra permanente.

Brittany esclareceu que deixou de ter relações sexuais diariamente com o marido, não por terem perdido o interesse um pelo outro, mas simplesmente porque manter aquele ritmo não era realista.

“Já não tenho sexo com o meu marido todos os dias. Não porque estejamos fartos um do outro, mas porque somos seres humanos, não robôs.”

A própria brincou ainda dizendo que algumas partes do corpo agradeceram o descanso depois do desafio.

Apesar disso, assegurou que as lições da experiência continuavam presentes no casamento três anos depois.

A primeira grande lição foi perceber que a intimidade exige esforço

Uma das conclusões mais importantes para o casal foi compreender que encaixar a vida sexual numa rotina normal pode ser difícil e que isso não significa necessariamente que exista algum problema na relação.

Trabalho, filhos, contas, compromissos e responsabilidades acabam inevitavelmente por ocupar grande parte do tempo de muitos casais.

Brittany explicou que percebeu que a maioria das pessoas não mantém relações sexuais todos os dias precisamente porque a vida quotidiana torna isso complicado.

Para ela e para o marido, contudo, encontrar espaço para a intimidade continuou a ser considerado importante.

“O sexo é aquilo que nos lembra que somos parceiros íntimos e não apenas colegas de casa responsáveis por manter os filhos vivos.”

O casal descobriu aquilo de que realmente precisava

Outro efeito da experiência foi permitir que ambos percebessem melhor as necessidades sexuais de cada um.

Depois de passarem um ano a explorar a intimidade de forma tão frequente, Brittany afirmou que passaram a conhecer melhor aquilo de que necessitavam para se sentirem satisfeitos dentro do casamento.

Isso também eliminou alguma pressão.

Se atualmente passam duas semanas sem terem relações sexuais, Brittany diz que já não entra em pânico.

O casal aprendeu que existem outras formas de manter uma ligação emocional e física.

“A intimidade nem sempre significa penetração.”

Esta acabou por ser uma das ideias que permaneceu depois do desafio: a proximidade entre duas pessoas não depende exclusivamente da frequência das relações sexuais.

Três anos depois, Brittany destacou uma mudança ainda maior

Para Brittany, o impacto mais importante não esteve apenas no casamento.

A experiência ajudou-a a sentir-se novamente confortável consigo própria e a recuperar a segurança que tinha perdido depois da gravidez.

Segundo explicou, sentir-se bem consigo mesma e segura dentro da relação teve consequências noutras áreas da sua vida.

Afirmou que isso acabou por ajudá-la a tornar-se uma melhor esposa, mãe e mulher.

“Não sou a melhor versão de mim própria quando estou insegura e em pânico.”

No final, Brittany percebeu que o desafio que começou como uma experiência sobre sexo acabou por ser, sobretudo, uma experiência sobre a relação que mantinha consigo própria.

E resumiu tudo numa conclusão particularmente reveladora:

“Nunca foi sobre alguém me desejar. Era sobre eu desejar-me a mim própria.”

Assim, aquilo que começou como um desafio de 365 dias consecutivos de sexo terminou com uma transformação que, segundo Brittany, continuava a fazer-se sentir vários anos depois, tanto na relação com o marido como na forma como passou a olhar para o próprio corpo.