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    Cientista apontou a data exata para o “fim da humanidade” e está mais próxima do que imaginas

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    By bombastiko on 24 de Agosto, 2026 Profecias

    Uma previsão científica feita há mais de seis décadas voltou a ganhar destaque por um motivo inquietante: a data apontada pelo investigador está cada vez mais próxima.

    O responsável pela previsão foi o físico austríaco Heinz von Foerster, que, durante a década de 1960, participou num estudo onde foi apresentada aquela que ficaria conhecida como a “equação do juízo final”.

    E há um detalhe que torna toda esta história particularmente curiosa. A data calculada pelo cientista foi 13 de novembro de 2026.

    Apesar do nome assustador, a teoria não previa que a Terra explodisse, fosse atingida por um asteroide ou desaparecesse subitamente. O cenário imaginado estava relacionado com o crescimento da população humana e com as consequências de esse crescimento continuar a acelerar indefinidamente.

    A inquietante “equação do juízo final”

    Para chegar à sua conclusão, von Foerster analisou 24 estimativas da população mundial referentes a um período de aproximadamente dois mil anos.

    O cientista reparou num padrão: ao longo da história, a população humana não estava apenas a aumentar. O ritmo desse crescimento também parecia estar a acelerar.

    Enquanto anteriormente eram necessários séculos para que a população mundial duplicasse, esse intervalo começou progressivamente a diminuir.

    A lógica de von Foerster era simples, embora levada até uma conclusão extrema. Se cada duplicação acontecesse mais depressa do que a anterior e essa tendência continuasse indefinidamente, chegaria teoricamente um momento em que o intervalo entre duplicações se aproximaria de zero.

    Foi precisamente a partir desse modelo matemático que surgiu a famosa previsão.

    “Os nossos trinetos não morrerão de fome; morrerão esmagados.”

    A frase utilizada pelo cientista pretendia ilustrar um planeta onde o crescimento populacional teria atingido proporções completamente insustentáveis.

    A data escolhida foi 13 de novembro de 2026

    O estudo recebeu um título que dificilmente poderia ser mais dramático: “Doomsday: Friday, 13 November, A.D. 2026”.

    Segundo os cálculos apresentados no artigo científico, seria precisamente a 13 de novembro de 2026 que o modelo matemático atingiria o seu ponto limite.

    Von Foerster escreveu que, nessa data, a população humana se aproximaria matematicamente do infinito caso continuasse a crescer da mesma forma observada ao longo dos dois milénios anteriores.

    O próprio cientista reconhecia, contudo, que algo teria de mudar antes disso.

    No trabalho, manifestou a esperança de que, em algum momento, alguma coisa acontecesse capaz de travar aquela corrida cada vez mais rápida para aquilo que descreveu como uma espécie de autodestruição.

    A previsão assustou, mas o mundo mudou

    Mais de 60 anos depois da publicação do estudo, existe uma diferença fundamental entre os cálculos utilizados por von Foerster e aquilo que realmente aconteceu.

    O crescimento da população mundial desacelerou consideravelmente.

    Ou seja, a tendência utilizada para construir a “equação do juízo final” não continuou ao ritmo previsto pelo físico austríaco.

    Durante a década de 1960, a população mundial podia duplicar aproximadamente a cada 32 anos. Atualmente, esse período seria muito mais longo, rondando os 83 anos, segundo os dados referidos no texto original.

    A população mundial situa-se atualmente na ordem dos 8,2 mil milhões de pessoas, mas o ritmo de crescimento está muito longe daquele que sustentava a projeção apresentada na década de 1960.

    ONU prevê que população mundial deixe de crescer

    As atuais projeções das Nações Unidas apontam precisamente na direção contrária à da explosão populacional infinita imaginada naquele modelo matemático.

    Segundo a ONU, a população mundial deverá atingir um máximo de aproximadamente 10,3 mil milhões de pessoas durante a década de 2080.

    Depois disso, a tendência deverá inverter-se.

    As projeções indicam que, até ao ano 2100, a população mundial poderá diminuir cerca de 700 milhões de pessoas em relação ao pico esperado.

    Isso significa que o cenário extremo calculado por Heinz von Foerster não deverá concretizar-se a 13 de novembro de 2026.

    A data continua, no entanto, a chamar a atenção devido à precisão aparentemente impressionante com que foi apresentada há mais de meio século.

    E quando poderá a Terra tornar-se realmente inabitável?

    Existe outra previsão científica, muito mais distante no tempo, que procura responder a uma pergunta semelhante através de uma abordagem completamente diferente.

    Investigadores da Universidade de Toho, no Japão, em colaboração com a NASA, analisaram o futuro da atmosfera terrestre e a evolução do Sol.

    O estudo, intitulado “The future lifespan of Earth’s oxygenated atmosphere”, procurou estimar durante quanto tempo o nosso planeta poderá continuar a manter uma atmosfera rica em oxigénio capaz de suportar formas de vida semelhantes às atuais.

    Para chegar às conclusões, os investigadores realizaram cerca de 400 mil simulações computacionais.

    O resultado coloca qualquer cenário verdadeiramente apocalíptico a uma distância incomparavelmente maior.

    Segundo as projeções apresentadas nesse estudo, a Terra poderá tornar-se inabitável por volta do ano 1.000.002.021, num processo relacionado com a evolução natural do Sol e com profundas alterações na atmosfera terrestre.

    Afinal, devemos preocupar-nos com 13 de novembro de 2026?

    Apesar do impacto da expressão “equação do juízo final”, a previsão de Heinz von Foerster não deve ser interpretada como uma profecia científica de que a humanidade vai desaparecer nessa data.

    Tratava-se essencialmente de uma extrapolação matemática baseada no ritmo de crescimento populacional observado até à década de 1960.

    Esse ritmo mudou significativamente nas décadas seguintes, fazendo com que a premissa fundamental utilizada no modelo deixasse de corresponder à realidade.

    Por isso, embora 13 de novembro de 2026 permaneça como uma das datas mais curiosas alguma vez associadas cientificamente a um suposto “fim da humanidade”, os próprios dados demográficos atuais mostram que o cenário previsto há mais de 60 anos não está a concretizar-se.

    A verdadeira curiosidade da história está precisamente aí: um cálculo realizado na década de 1960 conseguiu produzir uma data exata para um cenário aparentemente apocalíptico, mas a evolução da população mundial acabou por seguir um caminho bastante diferente daquele que o modelo previa.

    fim da humanidade fim do mundo Heinz von Foerster

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